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29/10/2013

Como “engordar” lucro no piquete

O mercado da carne brasileira vai muito bem, mas poderia estar melhor, caso fosse empregada de forma maciça nas propriedades criadoras uma gestão mais profissional, com mão de obra mais qualificada e aplicação de novas tecnologias – sem aumentar nem um hectare. É o que defendem representantes de associações de produtores de bovino, que participaram em Goiânia da 6ª Conferência Internacional de Confinadores (Interconf 2013), no início de setembro. Sob o tema “Aumente o peso do seu negócio, pois valor é aquilo que permanece na propriedade”, a conferência teve como objetivo identificar, avaliar e propor soluções para o que pode impactar com grande intensidade os resultados do setor, com base na segurança alimentar, na articulação da cadeia produtiva e nos processos técnico-gerenciais executados na propriedade.

Em entrevista à Safra-Revista do Agronegócio, o presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Eduardo Alves de Moura, confirmou que apesar de registrar queda de 9% este ano, em função principalmente da alta no preço do boi magro – fundamental na reposição do rebanho – e dos insumos, o crescimento da cadeia é “inexorável”.  A previsão é baseada no consumo cada vez mais crescente e na redução das áreas de pastagens. Daí o desafio de produzir mais com menos, que tem no confinamento uma das principais ferramentas. “Essa já é uma realidade dos países que concorrem conosco”, disse Moura.

Na avaliação do presidente da Assocon, a região que mais deve crescer no setor de confinamento é a Centro-Oeste, principalmente nos Estados de Goiás e Mato Grosso, devido ao clima quente e seco bem definido, que facilita a aplicação da engorda em confinamento, de abril a outubro. É o que ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, onde os maiores confinadores estão concentrados em Estados com clima semelhante ao do Centro-Oeste, como o Texas, Oklahoma e Novo México. Outro ponto favorável para os dois Estados brasileiros é a grande produção de grãos utilizados nas rações. “É interessante estar próximo desses centros produtivos”, afirma Moura. Ele, no entanto, ressalta que o confinamento é “extremamente competente em todo o Brasil”.

O desafio de produzir mais com menos tem no confinamento uma das principais ferramentas

Esse modo de criação é também um caminho sem volta, devido às necessidades crescentes do mercado consumidor. “Temos uma população que não para de crescer, e tem que comer”, afirma o presidente da Assocon. Ele aponta também a China como fomentadora da demanda por proteína animal no mundo. “E não se produz quantidade nem no boi verde nem no orgânico. A saída é o confinamento, para produzir mais, com menos animais e menor espaço”, acrescenta o presidente da Assocon. Para ele, o confinamento brasileiro vai continuar crescendo. “É a tecnologia do confinamento que vai garantir a quantidade de proteínas de que o mercado necessita.”

Para tanto, Moura defende também a busca da qualidade genética, qualquer que seja a raça em produção. “Eu não gosto muito da discussão de raça, pois é como time de futebol, cada um tem suas características: umas são mais precoces, outras dão mais pesos, umas marmoreiam mais que as outras. Mas o importante é entender que o Brasil tem vários climas e biomas, e não necessariamente a raça que você cria no Rio Grande do Sul é a mesma que vai criar em Mato Grosso”, diz. Segundo ele, o fundamental é investir em qualidade de produção, em qualquer que seja a raça. “Todas são boas, têm produção; e cada uma atende a um mercado específico.”

 Fonte: Safra-Revista do Agronegócio






 

 

 

 

 

 







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